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Sacolas plásticas x Meio Ambiente
Postado por: Carol Candeia

Alexander Parkes, químico e inventor inglês foi quem descobriu quase sem querer uma cola artificial que virava plástico, assim tornando possível a invasão das sacolas plásticas nas nossas vidas. O plástico foi uma invenção genial e hoje em dia está em toda parte, porque é um material leve, limpo e inquebrável, embora seja um dos maiores problemas ambientais do fim do século XX, no planeta, por ser, na sua maioria, não biodegradável.

Como as sacolas poluem o meio ambiente?

O saco de plástico, popularmente sacolinha de mercado, é um objeto utilizado no cotidiano para transportar pequenas quantidades de mercadorias. Introduzidos nos anos 70, os sacos plásticos rapidamente se tornaram muito populares, especialmente através da sua distribuição gratuita nos supermercados e outras lojas. É também uma das formas mais comuns de acondicionamento do lixo doméstico e, através da sua decoração com os símbolos das marcas, constituem uma forma barata de publicidade para as lojas que os distribuem.

Uma vez descartada de forma inadequada, leia-se jogada no meio ambiente, essas sacolas feitas de materiais não biodegradáveis, ou seja, todo material que após seu uso pode ser decomposto pelos microorganismos usuais do meio ambiente, vão acabar mais cedo ou mais tarde nos rios, oceanos e/ou córregos. Os ambientalistas chamam a atenção há vários anos para este problema e citam o fato de milhares de baleias, golfinhos, tartarugas e aves marinhas morrerem anualmente asfixiadas por sacolas plásticas. O caso mais dramático ocorreu em 2002, quando uma baleia anã chegou morta à costa da Normandia com cerca de 800 kg de sacos de plástico dentro de seu estômago. Esses animais confundem a sacola plástica com seu alimento natural, lulas e outros moluscos e acabam por engolir o material. Quando a morte não se dá por intoxicação, acontece por asfixia.

Lei Ambiental para sacolas plásticas

Foi sancionada no dia 15 de julho a lei que determina a coleta e a substituição das sacolas ou sacos plásticos, compostos por polietilenos, polipropilenos e/ou similares por outras de material reutilizável. De acordo com o texto ratificado pelo vice-governador, Luiz Fernando Pezão, microempresas têm três anos para se adequar, pequenas empresas dois anos e as médias e grandes, um ano.

A medida visa preservar o meio ambiente, pois os sacos plásticos levam muito tempo para se decompor na natureza. Os estabelecimentos que não se enquadrarem após esses prazos, terão que receber sacos levados pelos consumidores e oferecer em troca as seguintes opções:

1) A cada cinco itens comprados, o cliente que não usar saco ou sacola plásticos ganhará um desconto de, no mínimo, três centavos nas compras. Este valor será corrigido anualmente por índice que melhor reflita a inflação no período;

2) Permuta de um quilo de arroz ou feijão por 50 sacolas ou sacos plásticos apresentados por qualquer pessoa. Quem não comercializa esses produtos, poderá fazer a troca por um quilo de algum outro produto que componha a cesta básica.

Além disso, as empresas terão de comprovar a destinação ecologicamente correta para as sacolas e sacos plásticos recolhidos. Também está na nova lei que a Política Estadual de Educação Ambiental vai conscientizar a população sobre os danos ambientais causados pelo material plástico não biodegradável e sobre os ganhos para o meio ambiente com o uso de material não descartável e não poluente.

Placas informativas serão afixadas nos estabelecimentos, em locais visíveis e dentro de um ano a contar da data de assinatura da lei, com os seguintes dizeres: “Sacolas plásticas convencionais dispostas inadequadamente no meio ambiente levam mais de 100 anos para se decompor. Colaborem descartando-as, sempre que necessário, em locais apropriados à coleta seletiva. Traga de casa a sua própria sacola ou use sacolas reutilizáveis”.

 

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Comentários
  • Leandro - 24/07/2009
    androle78@hotmail.com

    Muito bom o texto! Parabéns!
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