Busca
Enquete
Você se preocupa com as mudanças climáticas e a proteção do meio ambiente?
Sim, e procuro causar o menor impacto possível ao meio ambiente, inclusive separando o lixo
Não, e prefiro deixar esse problema para as futuras gerações
Ainda não pensei sobre esse assunto

Parceiros
Siga-nos do Twitter
Colunistas
Os "NÓS" nosso de cada dia
Postado por: Tong

Uma das frases mais ouvidas no alto das montanhas é: - Nossa, que vista maravilhosa. Dá um nó na garganta, de tirar o fôlego! Realmente a vista é uma das recompensas pelo esforço desprendido nas caminhadas. Agora, falando seriamente, como é que se dá um “nó” na garganta? E alguém que é um tremendo nó cego? E o nó górdio da resolução de um problema? Não hesitei, fui direto ao Aurélio. Encontrei exatas 13 definições e mais 10 exemplos.

Aprendi que a palavra nó, substantivo masculino, vem do latim nodu, é o entrelaçamento feito na extremidade ou no meio de uma ou de duas cordas, linhas ou fios, a fim de encurtá-los, marcá-los ou uni-los. Temos conhecimento de aproximadamente 120 tipos de nós e suas variantes. Mas isso é só o início do mundo dos “nós”.

Uma das melhores obras sobre a matéria é sem dúvida alguma, o livro de Clifford Warren Ashley (Dezembro 18, 1881 – Setembro 18, 1947). O livro “Ashley Book of Knots” tem 7.000 ilustrações sobre 3.800 nós (isso mesmo, três mil e oitocentos) e vem com explicações da origem, utilização e como fazer. A título de ilustração temos nós utilizados em: náutica, pesca, escotismo, decorativo, escalada, resgate, etc.

Para trilheiros e aventureiros é interessante conhecer alguns utilizados em escalada e resgate. Um lembrete muito importante: o nó enfraquece a corda. Mas também salva vida. Portanto temos que dar atenção especial também à corda e todo o material utilizado para segurança do aventureiro, tais como mosquetão, freio, fitas, etc.

Atividades esportivas radicais são desafiadoras e oferecem certos riscos. Portanto é necessário que tenhamos a supervisão de uma pessoa experiente.

O mais conhecido dos nós talvez seja o nó direito ou nó simples. Muito utilizado para unir duas pontas, ideal para corda de rapel porque desliza bem sobre superfícies rochosas.






Outro nó para unir pontas é o de pescador duplo, eficiente e fácil de desfazer. Muito utilizado em cordeletes para fazer nós blocantes (freios).



O nó de azelha é muito rápido e simples de ser feito. Serve como alça fixa e não corre, mas difícil de ser desfeito, portanto não deve ser usado em cordas de escalada.




O mais falado é o nó oito duplo. Muito versátil e muito utilizado para encordamento. Fácil de fazer e de visualizar é usado para amarrar em mosquetões, cadeirinhas, grampos etc. Normalmente a ponta da corda onde termina este nó, é feito o de pescador simples para dar acabamento e servir como nó de “back up”.






O “munter hitch” é um nó muito versátil usado juntamente com um mosquetão largo tipo pêra com trava de rosca. Utilizado para dar segurança em descida de rapel ou “top rope” quando não temos os equipamentos necessários como os freios 8 ou ATC ou descensor Grigri.




Os nós blocantes (freios) também são muito importantes. Normalmente feitos com cordeletes onde as duas pontas são unidas por nó duplo de pescador, os mais conhecidos são: o Prusik e o Klemheist. Esses nós deslizam com facilidade pela corda e quando são apertadas bloqueiam com muita eficiência. O ideal é que o diâmetro do cordelete não seja superior à metade do diâmetro da corda. Caso contrário, perdem a eficiência.



Comente esta matéria
Nome:
E-mail:
Comentário:
Informe as letras e número ao lado:
Comentários
    Não existe comentários para esta matéria.
    Seja o primeiro a comentar
© Copyright 2000-2015 Trilhas RJ - Todos os direitos reservados